A CNA discutiu os impactos da lista de espécies exóticas invasoras e os riscos sanitários da importação de pescado, buscando medidas que garantam segurança jurídica, proteção sanitária e competitividade para a aquicultura brasileira.
A possível tarifa de 25% proposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros acendeu um alerta no setor de pescados. Como os EUA são um dos principais destinos das exportações brasileiras de pescado, especialmente da tilápia, a medida pode reduzir a competitividade dos produtos nacionais, afetar contratos comerciais, diminuir as vendas externas e gerar impactos em toda a cadeia produtiva, desde produtores e indústrias até trabalhadores do setor. Entidades da piscicultura defendem o diálogo entre os países para evitar prejuízos econômicos e a perda de mercado para concorrentes internacionais.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu quase 700 kg de peixe-voador transportados de forma irregular na BR-406, em Taipu (RN). Durante a fiscalização, os agentes constataram que a carga não possuía documentação que comprovasse sua origem, destino ou propriedade, além de estar sendo transportada sem as condições sanitárias adequadas. O pescado foi encaminhado ao Ibama, que adotará as medidas cabíveis, e posteriormente será destinado para doação.
A União Europeia pode reabrir o mercado para pescados brasileiros após quase uma década de suspensão. Entre os dias 8 e 19 de junho, auditores europeus virão ao Brasil para avaliar as condições sanitárias, a rastreabilidade e os controles de qualidade da cadeia produtiva de pescado. O embargo foi iniciado em 2018 após a identificação de não conformidades sanitárias em embarcações de pesca, afetando tanto a pesca extrativa quanto a aquicultura. Desde então, o setor e o governo brasileiro implementaram diversas melhorias para atender às exigências europeias. Caso a auditoria tenha resultado positivo, a expectativa é retomar as exportações para um dos mercados mais importantes do mundo, o que pode gerar cerca de US$ 250 milhões adicionais para o setor de pescados brasileiro.
Um jovem de 18 anos chamou atenção nas redes sociais após pescar um tambacu de 41 kg em um pesqueiro na região de Morrinhos, em Goiás. O peixe, conhecido como “monstro dos rios”, foi capturado durante uma pescaria esportiva e, após o registro do momento, acabou sendo devolvido à água.
A Quaresma trouxe resultados positivos para o setor de pescados, com aumento na demanda e expectativa de crescimento nas vendas em todo o Brasil. Impulsionado pela tradição de substituir a carne vermelha pelo peixe durante o período, o mercado registrou maior movimentação em peixarias, supermercados e restaurantes. Espécies como tilápia e sardinha lideraram a procura, enquanto produtores e indústrias reforçaram estoques para atender ao consumo aquecido, mantendo uma visão otimista para toda a cadeia produtiva.
A reportagem mostra como um hotel fazenda transformou a criação de tilápias em uma experiência interativa para os hóspedes, unindo turismo rural, gastronomia e contato direto com a piscicultura. A proposta permite que visitantes acompanhem de perto etapas da produção, conheçam o manejo dos peixes e vivenciem atividades ligadas ao cultivo, aproximando o público do dia a dia no campo. Além de fortalecer o turismo de experiência, a iniciativa também valoriza a produção aquícola e cria uma conexão maior entre consumidor e produtor, mostrando a tilapicultura de forma educativa, sustentável e atrativa para toda a família.
Um pescador conhecido como Galego Lara capturou uma piraíba de aproximadamente 1,85 metro no Rio Araguaia, em Luiz Alves, distrito turístico de São Miguel do Araguaia (GO). O peixe gigante chamou atenção nas redes sociais pelas imagens impressionantes. A pesca foi esportiva e, após o registro, o animal foi devolvido ao rio, conforme determina a legislação ambiental, já que a captura da piraíba para consumo é proibida na região.
Uma proposta que pode incluir a tilápia na Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras será analisada nesta semana pela Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio). O setor produtivo teme impactos na piscicultura, mas o governo afirma que a medida não significa proibição da criação da espécie, apenas um controle técnico e preventivo para evitar impactos ambientais.
Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal de Santa Catarina ganhou reconhecimento internacional ao transformar resíduos de peixe em biofertilizante sustentável utilizado no cultivo de alface. O estudo se destaca por reaproveitar resíduos que normalmente seriam descartados, unindo sustentabilidade, inovação e economia circular, além de contribuir para reduzir impactos ambientais e agregar valor à cadeia aquícola.